Liberdade de Expressão

 

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sábado, janeiro 10, 2004

 
Não havia necessidade


Aqui há uns tempos o Bloguítica , numa tentativa de misturar as posições de Paulo Portas e Ferro Rodrigues, considerava que a acusação de "cliente da prostituíção" contra Paulo Portas era uma acusação grave:

A mim tal parece-me obvio, mas vamos por partes. O tema central que abordo nos Posts 1368, 1369 e 1370 nao e’ a homossexualidade de Paulo Portas como a Grande Loja afirma, mas o facto de a comunicacao social portuguesa ter ignorado (e continuar a ignorar) que este foi acusado – por fonte identificada… – de ser cliente assíduo da prostituição masculina na década de 80. Repito: cliente da prostituicao.
O que discuti neste caso especifico nao foi o facto de Paulo Portas nao assumir a sua hipotetica homossexualidade. O que abordei foi uma acusacao grave, mas claramente identificada, que por razoes que a razao desconhece, a comunicacao social ignorou por completo.


Agora o Expresso resolveu fazer a mesma acusação grave a 40% dos homens portugueses. Segundo o Expresso, 40% dos homens portugueses pagam para ter sexo.

Parece que sexo entre adultos a troco de dinheiro é uma prática corrente e socialmente tolerada. Não chega a ser grave. E, tanto quanto eu sei, a prostituíção e a frequência de prostitutas/prostitutos não é crime. E se fosse crime, não devia ser, porque o estado não tem nada que se meter nas relações livres entre pessoas adultas.

O que é considerado grave, crime e socialmente inaceitável é o sexo entre adultos e menores, seja ele pago, consentido ou forçado.